Há 25 anos, o servidor público Jailson Costa Soares atua como coveiro no Cemitério Municipal de Janiópolis. Uma profissão nobre que poucos querem seguir. Ao longo desse período ele já sepultou familiares e muitos amigos e afirma que para ser coveiro é preciso ter um psicológico muito bom.
É através do trabalho de Jailson que as famílias de
Janiópolis podem dar uma despedida digna aos seus entes falecidos. “Eu me sinto
feliz com meu trabalho e o faço com amor
e dedicação”, conta o coveiro que mesmo aposentado deve continuar no cargo, a
pedido do prefeito Ismael Dezanoski.
Ele conta que além do enterro, o dia a dia de do coveiro
envolve a exumação de corpos, uma tarefa que costuma ser muito difícil e um
verdadeiro teste para à função. A exumação é feita quando um cadáver precisa
ser retirado do local que está enterrado, seja por ordens judiciais (como no
caso de investigações criminais ou de paternidade), ou ainda por questões
relacionadas à administração do cemitério ou à lotação máxima do túmulo.
Jailson já trabalhava na Prefeitura de Janiópolis como
pedreiro, quando surgiu a vaga para aprender o ofício com o antigo coveiro,
senhor Ângelo e trabalharam juntos por muito tempo. O ofício exige
sensibilidade para a hora mais difícil: o enterro. Se deixar por conta da
família, eles não vão permitir, então é preciso saber dialogar com os
familiares, explicar que o momento chegou.
Aposentadoria
A portaria de aposentadoria do servidor Jailson Costa Soares
foi assinada na semana passada pelo prefeito Ismael José Dezanoski. Ele
trabalhou por cerca de 30 anos oficializado, dos quais 25 como coveiro.
Finados
Neste dia de finados (2 novembro), o Cemitério de Janiópolis
está pronto para receber os visitantes. Mesmo com o tempo chuvoso, uma equipe da Prefeitura (Setor de Obras e Viação) executou a
limpeza geral e pintura, dando um novo visual no Cemitério.

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