“Eu nasci dentro de uma funerária”. Foi assim que o Agente Funerário, Lúcio Cesar de Souza, 42 anos iniciou a nossa conversa. Filho de Jésus e Maria de Souza, ele começou na profissão com 16 anos de idade e disse que pretende trabalhar até se aposentar. “Eu amo de paixão a minha profissão”, relata.

Por ocasião dia do Agente Funerário (17/3), a reportagem do Alô Janiópolis destaca um pouco do trabalho desse profissional que está sempre pronto para atender às famílias no momento em que elas estão muito entristecidas pela dor da perda. O agente é responsável por deixar o cadáver nas melhores condições possíveis, além de transportar o corpo por onde for necessário.

É também o agente funerário quem realiza a venda de urnas e coroas de flores, cuida da burocracia, como por exemplo, a documentação necessária para o sepultamento ou cremação, e tudo mais que for necessário.

Lúcio Cesar herdou o ofício do pai Jésus que montou a Funerária Magda em 1978, na cidade Janiópolis. “Eu fui o último aluno do meu pai, mas toda a família virou agente funerário”, lembra ele.

Durante os 26 anos de profissão, Lúcio já trabalhou em várias cidades, entre elas – Janiópolis, Moreira Sales, Farol, São Jorge do Ivaí e Boa Esperança. O seu trabalho não tem dia, lugar e hora, ou seja, quando precisar ele está sempre pronto para entrar em ação.

“A profissão é muito pouco reconhecida e valorizada, mas quero agradecer a todos que tenho atendido”, menciona Lúcio que trabalha atualmente na Funerária Mara, juntamente com a irmã Luciana e o cunhado Mauro.

No dia a dia ele é uma pessoa bastante carismática e participa ativamente da comunidade, principalmente, no meio esportivo onde joga futebol e participa de campeonatos. “Tenho muitos amigos e gosto de estar sempre reunido com meus familiares”, conclui.

Lúcio
Acima Com a Mãe Maria e os filhos; e abaixo com a irmã Luciana




Como atleta coleciona vários títulos

Com a esposa Emeline Santiago


Saiba mais sobre as funções do Agente Funerário

Prestar o primeiro atendimento à família;

Providenciar o local do velório, caso não haja;

Manter a assepsia no local onde será preparado o cadáver;

Vestir a pessoa falecida com a roupa providenciada diretamente com a família;

Preparar o corpo;

Manusear instrumentos específicos;

Cuidar das documentações para a realização da cremação ou do sepultamento;

Fornecer a declaração de óbito ao cartório;

Esterilizar os materiais utilizados;

Emitir uma guia para o cemitério em caso de sepultamento;

Conduzir cortejo até o jazigo de forma organizada.


Algumas Dicas de como o Agente deve se comportar

Um Agente Funerário não pode se dirigir a família e dizer “ meus pêsames”, “ minhas condolências”, “ meus sentimentos”, “eu sei o que o senhor está sentindo”. Na verdade essas frases NUNCA devem ser ditas por um Agente Funerário. A dor da perda quem está sentindo é o familiar. Ainda que seja um vizinho, um conhecido, a postura do profissional deve prevalecer.

Um Agente Funerário não pode dizer “ Bom dia”, “Boa tarde”, “Boa Noite”, para um familiar que perdeu um ente querido, porquê para ele não está sendo nada bom, pois está sofrendo com a dor da perda.

O Agente Funerário tem que se aproximar primeiramente demonstrando muito respeito àquela família e dizer “ Meu sincero respeito, estou aqui para atender, para apoiar e ajudar nesse momento tão difícil”.

O Agente Funerário tem que ouvir mais e falar menos. Tem que passar segurança e nunca dizer “eu acho”. Tem que ter certeza na hora de transmitir as palavras.


Perfil de um Agente Funerário

 * Ser ético e sigiloso

 * Ser tranquilo e paciente em situações de alto estresse

 * Ter empatia

 * Transmitir confiança

 * Não ter preconceito

 * Ter controle emocional

 * Ter conhecimentos técnicos e legais

 * Manter postura profissional