A filha caçula, Kaliny Alexia Pinheiro, que faz 18 anos em maio, cresceu sem nenhuma lembrança da mãe, pois tinha seis meses quando ela saiu de casa, mas el nunca perdeu a esperança de conhecer a mãe.
“Sempre esperei por ela, todo fim de ano tinha aquela esperança que ela aparecesse, orava para isso acontecer” – conta Kaliny.
BUSCA
Para tentar encontrar a mãe, a filha caçula digitava o nome dela no Google quase toda semana, até que um dia, há cerca de dois anos, encontrou o nome de Celia Aparecida Moreira Pinheiro. Foi em uma matéria de um jornal. Célia estava envolvida em uma denúncia de exploração sexual de mulheres.
Naquela época se buscou um contato, inclusive com a ajuda do Goionews, mas não houve retorno. Como na matéria não havia foto de Célia, ficou a dúvida.
Já no começo deste mês, começou o julgamento de Célia e uma foto dela foi publicada por um portal da Argentina – El Ancasti – e então todas as dúvidas se cessaram. Os pais de Célia a reconheceram e Kaliny finalmente pôde ver o rosto da mãe, encontrando inclusive alguma semelhança física entre ambas.
DIFÍCIL ENCONTRO
É possível que nesta quarta-feira haja um contato telefônico entre Kaliny e a mãe, que está sendo viabilizado através de contatos de jornalistas do Goionews e do portal El Ancasti. Uma fotografia de Kaliny já foi encaminhada para ser entregue à mãe, assim como os contatos telefônicos.
Kaliny diz que não vê a hora de ver a mãe, olhar para o seu rosto e dar o primeiro abraço. Esse encontro físico, no entanto é difícil. As duas estão separadas por dois mil quilômetros.
Como Célia foi condenada a sete anos e está em prisão domiciliar, não pode vir para Goioerê. A filha não tem condições financeiras neste momento de ir ao encontro da mãe.
Após as conversas por telefone e por mensagens, certamente as duas irão planejar um jeito de se verem pessoalmente.
Fonte:(Goionews).
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